Editorial #3

(Esse editorial não tem meme).
(Esse editorial é sério).

Esse editorial é pra dizer que se saímos do armário na primeira edição e fomos às ruas na segunda edição da revista_ duas cabeças, agora queremos fazer 13 e depois 1 69.
No domingo seguinte ao lançamento dessa Edição #3 as urnas brasileiras se abrem às eleições municipais. O que temos a ver com isso? O que um Coletivo da Diversidade Sexual e de Gênero tem a ver com isso? O que podemos sentipensar entre representatividade, imagens, Fake News e democracias?
No bojo das provocações feministas que o pessoal é político, queremos nessa refletir que tudo é políticA. Tudo isso e nada disso é o que politicamos aqui.

Nessa edição você encontra: pra começar, uma playlist bem da milituda pra você ouvir enquanto lê a gente; uma colcha de retalhos contando da relação do Coletivo Duas Cabeças com as questões partidárias e a Câmara Municipal e uma galeria de fotos da Conferência LGBT organizada pelo Coletivo em 2015; uma construção de ilustrações sobre notas de repúdio; mais um podcast por Juber Pacífico; um texto sobre Fake News por André Vicente, no convida; uma plataforma digital lgbtqia+ que a gente indica; um novo teste capricho pra você saber qual prefeita ideal para tua cidade.

Seções preparadas nas mídias que já ocupamos e continuaremos a ocupar.
As ilustrações de capa são necessárias afirmações do óbvio. As mentiras que se espalham precisam ser combatidas com afirmações de vida. E nosso intuito é esse!

Por isso, volto ao 13 e depois 1 69! A frase é de Indianarae, candidate a vereadore da cidade do Rio de Janeiro.
Não quis fazer um editorial-meme-engraçadinho. Quis dizer de Indianarae. Quis dizer de afirmação de vida.
Conheci Indianarae há uns anos na saca da Casa. Estava como entidade, majestosamente e com simpatia. Observava as gentes e parecia feliz e com cuidado. Eu conheci Indianarae. Indianarae não me conheceu — porque não tive coragem de ir lá falar um “oi”. Mas sei que me receberia bem e brindaria com cerveja.
Indianarae é mais que símbolo de luta por acolhimento e direitos lgbtqia+ e humanos, é a própria luta personificada. Eu não voto na cidade do Rio de Janeiro, infelizmente. Mas se votasse, no dia 15 de novembro eu ia fazer 13 e depois 1 69.

Vem com a gente nesse 1 69, vem!

vamos fazer 13 e depois 1 69_

texto e ilustração: neilton dos reis, editor

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