Editorial #8

Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

balada do louco
os mutantes e ney


Vocês pensaram que não íamos rebolar nossa bunda hoje, é?

Pois é, essa foi uma edição que demorooooooooou a sair. Tantas coisas acontecendo, o mundo quase que se esvaindo, tantas perdas e cada vez mais lutas necessárias... aiai…

Mas cá estamos, com a força das deusas! Trazemos uma edição bem massa, composta por muitas pessoas, com abordagens diversas sobre a temática que nos propusemos a sentipensar: espiritualidades, religiões e religiosidades. E ela vem reluzindo com as capinhas cheias de mandalas produzidas por Gabriela Freitas.

Das chamadas abertas para envio de trabalhos, temos a alegria de partilhar algumas produções que muito nos #regozija: em construção, o giro epistêmico desde os saberes filosóficos do axé e do papel das Yalorishas, escrito por Gisele Rose da Silva; a galeria vem forte e babadeira com o ensaio v(i)ado de HAEL; a conversa é de Mar Maxwell a partir de entrevista realizada com Arthur Rocha, coordenador da inclusão luterana; e o convida vem nos brindar com a “Poesia às Caboclas Iaras” de Vitória Marques Bergo.

E não para por aí!
Você ainda vai se deliciar com o catártico via sacra_, com texto e ilustração de um dos nossos editores, Neilton dos Reis. Indicamos um vídeo de Norberto Peixoto com algumas discussões que relacionam religiões e religiosidades às questões raciais – no mínimo, instigante discussão! Também aparece como indicação um livro sobre as sexualidades mal ditas nos discursos religiosos, escrito por Welton da Silva, que compõe a nossa acadêmicah. Cláudio Cabral, Marilda Pedrosa e Michele dos Santos, integrantes do GESED – UFJF, nos dizem sobre a potencialidade da formação continuada como processo/experiência de transformação de sujeitos docentes, abrilhantando a sessão trecho. Pra fechar, trazemos as colunas dos dois editores, entre parênteses com Neilton dos Reis e abre aspas com Leandro Leal – você não vai se arrepender de degustar!

E pode curtir tudo isso ao som de modões religiosos e espiritualistas e góspeis e ungidos e e e da playlist colaborativa maquinada por Leandro Leal (sempre cabe mais uma música, hino, mantra... só adicionar à playlist e nos deixar curtir juntes!).

E a igreja louva em pé!
Vamos lá?

que deus sou eu_

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texto: leandro leal, editor