Editorial #4

“Nati Natini Natili Lohana Savic de Albuquerque Pampic de La Tustuane de Bolda, mais conhecida como Danusa Deise Medly Leona Meiry Cibele de Bolda de Gasparri”, ela nos inspira nesse dezembro.
Artista e ativista desde tão cedo, nosso sonho é ser Leona: “conhecidíssima como a noite de Paris, poderosíssima como a espada de um samurai”.

A última edição da revista_ duas cabeças desse ano não poderia ser diferente.
Esse ano nós nascemos enquanto editorial e lançamos (com essa) quatro edições regulares + uma especial. Discutimos sobre política, cidade, autobiografias e tantas coisas quanto podemos inventar.
Continuaremos, sim!

E para essa edição, trazemos ARTE.
Uma revista_ que faz a arte dela.
Queremos sentipensar como temos (nos) ocupado dessa linguagem.
A que serve a arte em um Coletivo? A que um Coletivo serve para a arte? Arte tem que servir?

É sobre tudo isso e nada disso que escrevemos, filmamos, cantamos, dançamos.
Tudo isso bagunçado entre as mídias que conseguimos ocupar.
“Conseguimos” em um plural especial dessa vez. Esta edição traz produções recebidas na Chamada Aberta. Produções de Bianca Silva e Cleber Braga (seção INDICA); Carlos Bernardes (seção CONVIDA); Raphael Nascimento Leite (seção ILUSTRAÇÃO); e Bianca Castro, Danielle Oliveira e Cristiane Fernandes (seção EM CONSTRUÇÃO).

E você ainda encontra: uma playlist daquele jeito para acompanhar toda leitura feita por MAIA; uma colcha de retalhos contando da relação do Coletivo Duas Cabeças com arte e uma galeria de fotos de como foi botar a cara no sol na praça cívica da UFJF no Sarau da Diversidade; um relato daquilo que aprendi no coletivo, por Marina Cápua; um perfil de ex-integrante dizendo das criações com drag; um trecho da conversa sobre como a arte vem sendo utilizada por movimentos sociais; além de uma reflexão entre parênteses.

Tudo isso entre fotografias e ilustrações de Neilton dos Reis, um dos editores.
Sim, UM dos! Porque essa edição traz mais novidade. Leandro Leal assume como outro editor da revista_ duas cabeças!


A gente não pertence à família imperial brasileira Orleans Bragança, mas já tá que nem Leona: penetração difícil e ATENTA na produção das nossas artes, sem deitar pra lgbtqiafobia.
A arte é toda nossa.
Mamímera, a gente tá lançada.
Nossa arte tá na rua.

Vem com a gente, vem!

a mulher jamais falada; a menina jamais igualada_

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texto e ilustração: neilton dos reis, editor