Convida #4

Carlos Bernardes: O prazer é todo meu_

o convida dessa edição é com Carlos Bernardes, formado em Cinema e Audiovisual pela UFF e que às vezes recorre à escrita pra devaneios. Ele enviou sua crônica “O prazer é todo meu” e foi selecionado na nossa Chamada Aberta de publicações.
Confira!

Quando me vejo deste jeito, sei que estou julgando minhas feições faciais lapidas a esmero e as quais eu uso sempre quando não há prazer na relação. A cada socada do seu pau, surge uma linha de expressão a esconder minha insatisfação com o momento. “Está gostoso, né?” diz o trouxa enganado pela pior careta deste mundo. Tenho zero aptidão pra improviso, mas, assistir à tanto pornô mecânico serviu para alguma coisa. Não acho sua incapacidade de perceber isso um defeito. Não julgo. É apenas a realidade que deseja acreditar. E quem não gosta de um conto de fadas? Por vezes, eu mesmo mal compreendia meus próprios desejos e delegava ao outro a função de suprir o que eu não fazia ideia. A insatisfação se instalou sorrateiramente em algum lugar do meu corpo e produziu um incômodo cada vez mais presente. De uma hora pra outra, um estalo gerou a base do meu autoconhecimento. Quando digo base, é porque ninguém se auto liberta da noite pro dia. Não há dentro desta nossa performance diária um único ser descontruído o suficiente para se declarar independente e convicto de suas ações. Isto a humanidade perdeu faz muito tempo. E, pelo visto, três anos depois deste nosso vídeo ter vazado na internet, Vinícius continuava o mesmo, cínico, orgulhoso de sua performance e sem arrependimento.

_ Que tal da gente se filmar hoje, Pedro?
_Vai ser tudo de bom. Dá um tesão do caralho e quero muito ver meu pau acabando com seu cuzinho.
_ Ahhh, vai... Imagina que você vai poder usar aquele seu dildo enquanto me vê te comendo.
_ Você vai gostar. Qualquer coisa a gente apaga.
Eu não recordo uma única palavra minha nesse diálogo. Elas existiram. Com absoluta certeza, eu proferi algumas palavras que ajudaram nessas interações. No entanto, se eu permiti, isto foi apagado ou arquivado em algum lugar onde não tenho acesso. Elas sempre martelam meu subconsciente toda vez que me deparo com o vídeo no twitter. É um belo vídeo por sinal. Tenho nenhuma vergonha dele, apenas da minha falsidade. E ninguém sabe disso.

Uma forma de contornar a exposição indesejada foi realocando a narrativa ao meu favor, pois Vinícius gravara como seu ponto de vista e, além do seu pau, apenas aparecia seu abdômen e suas coxas volumosas que eram um tesão só de ver. Sua identidade era irreconhecível. Um cara gostoso sem rosto o qual qualquer espectador pode se inserir nele. Não fosse minha cara falsificando um prazer com o momento, talvez aquelas pernas seriam os protagonistas do vídeo. “Geme pra mim, vai.” E eu gemia toda vez que ele enfiava seu pau inteiro dentro de mim. Batia em alguma coisa que me dava dor mais do que prazer e eu não queria transparecer a sensação durante a gravação. Estando minhas pernas encaixadas no seu tórax, com uma das mãos ele gravava e com a outra ele brincava pelo meu corpo. É uma cena que desperta um certo tesão. Confesso que quando vejo, meu pau enrijece contra minha vontade. Eu lembro da dor – e como lembro –, porém o que enxergo é um ativo socando rápido e forte um passivo de bunda avantajada que geme do jeito que a indústria pornográfica quer que você deseje. Eu peco toda vez ao induzir que aquele é meu verdadeiro eu - até mesmo pra mim -, pois é assim que se pseudo contorna a situação: assumindo o seu papel como o objeto de desejo alheio após sua intimidade ter sido vazada. Parafraseando Rita Hayworth, “Todos os homens que já tive foram pra cama com o passivo do vídeo - e acordaram comigo.”

_ Nossa, é você mesmo?
_ Caraca... Você não sabe quantas vezes eu bati uma vendo seu vídeo!
_ E você ainda dá de pau duro... vontade de tocar seu pau enquanto como daquele jeito.
_ Eu só olhava pro seu rostinho lindo e sua cara de prazer. Sentia que você gemia pra mim e era gostoso demais.
_ Vai ser minha putinha, né?
_ Quero ser seu macho.

Diálogos assim eram bem comuns. Por muito tempo, eu encarnava o jogo e atiçava ainda mais os sonhadores. Quando um homem já tem na cabeça o que ele gostaria que você fosse, é fácil continuar seu próprio roteiro e o fazer acreditar na sua virilidade. Poucos foram aqueles que perguntaram sobre o que senti quando viralizou, se eu guardava rancor do garoto por ter me exposto daquele jeito. O passivo era o objeto, o irresponsável que não deveria ter permitido aquilo e o responsável por tudo o mais. “É claro que você aguenta, eu vi”. Ao ativo só delegavam sua performance meia boca como um rei que em uma de suas caças reais, abatia um veado e o expunha para a plebe. E querendo ou não, o veado virava banquete de muita gente, pelo menos da realeza toda. Aos que ficavam de fora, restava aquela imagem perpetuada pela internet e impossível de se apagar. A perpetuação da imagem, gerava vários incômodos quando eu entrava num recinto onde alguém havia, no mínimo uma vez, assistido àquela falsidade. Os olhares eram diferentes. E o olhar diz muito.

É engraçado que o prazer, a cara de gozo e o gemido são delegados para o passivo. Seja no pornô amador, no profissional, em quaisquer categorias, o rosto do passivo é onde você vai encontrar as mais diversas linhas de exposição do prazer. Falsas, é claro, com raras exceções. Gostaria de ver mais os espasmos dos ativos quando o gozo começa a vir, suas caras ao vislumbrar a morte iminente, o gemido baixinho dos que tem vergonha das suas expressões ou o urro alto de quem não consegue controlar. Por isso eu olho diretamente nos olhos quando estão me comendo. Se é para brincar que seja em conjunto. O tesão é muito maior. No entanto, quando eu faço, imediatamente querem mudar de posição. “Fica de quatro, quero ver esse rabo rebolando no meu pau, vadia.” Vinícius era assim, tirando o dia do vídeo, ele não conseguia performar quando percebia que eu estava o admirando. O ato que era fluido virava um entra e sai desengonçado, o pau saía pro lado, não acertava o cu, quase paralisava. Imediatamente me mudava de posição e metia fundo como minha cara que afundava no travesseiro enquanto meu rabo estava empinado a sua mercê. Se ele realmente estivesse se importando com o que eu sentia, perceberia que eu virava os olhos de tédio. Pode até ser que ele confundia essa revirada como um sinal de prazer. Suas mãos batiam na minha bunda. “É vara que você quer? Vai ter.” E eu, no jogo, gemia falso pra dentro como se afirmasse. Um roteiro completo como ele desejava.
Isso era comum na minha vida pós vazamento. Tinha meus momentos de glória e colhia flores pelo impostor que eu era, mas o normal era atos projetados ou bolos rotineiros pelo medo de defrontarem com suas vontades.

_ Vou arregaçar esse seu cuzinho.
_ Vou comer ele tanto que vai ficar dolorido por dias.
_ Quero você de quatro quando eu chegar e já socar sem perder tempo.
_ Vai aguentar este rolão?
_ Posso te comer por horas até virar do avesso.
_ Vou meter a noite toda até sair sangue.

A quantidade de “vou” e “até” é imensurável. A individualidade sexual começa quando a primeira pessoa do singular é posta na conversa, pois já se percebe que o outro é um objeto a ser levado até - olha ele aqui - o momento idílico do gozo próprio, não síncrono. Contudo, na hora H muitos são incapazes de realizar aquilo que proferiram. É engraçado como a presença do outro influencia diretamente na pessoalidade do prazer. Há aqueles que nem chegam a encontrar comigo, falam barbaridades dentro do jogo, mas têm medo de marcarem um encontro e eu perceber que são uma farsa. Eu sou uma, muito prazer. Podemos ser uma farsa juntos e, quem sabe, sermos sinceros por conta disso? Não é preciso ter medo de se revelar, pois todos somos em algum grau e a sinceridade é um ouro a ser descoberto sob montanhas de entulhos. Somos acumuladores de toxidade e a libertação vem da faxina diária.

Complica um pouco se vigiar quanto a seus hábitos nocivos quando há uma grande quantidade de conteúdo caseiro que replicam e extrapolam os limites daquilo que seria considerado sadio. Pode ser um julgamento de minha parte, porque eu passei um longo tempo sem refletir minhas performances e acrescentei uma parcela de culpa neste quesito com o vídeo. “Gosta que puxem seu cabelo assim, safado?” E o pau entrava mais forte. Ao invés de me abraçarem, eu deixava que me puxassem quase a força pro encontro deles. Se eu rebelasse, bem provável estaria numa situação de não consentimento. O que me faz questionar até onde vai o consentimento quando se mente pra si próprio com relação a isso. Eu detestava que pegassem no meu cabelo, ainda assim, não falava. Tentava sempre me colocar numa posição a evitar esse tipo de ato. “Você não gosta muito de ficar de quatro, né?” Ao menos isso Vinícius percebeu um dia. Pelas razões equivocadas. “Dói?” Na verdade, nem um pouco. Era uma das minhas posições preferidas. Menti, óbvio. O empecilho da posição era a vergonha de colocar meu desejo em prática, o de não encostarem onde era desagradável. Por isso, contornava a situação de todas as maneiras e, uma delas, era enfatizar a dor. O sofrimento era mais digno de ser exposto verbalmente do que meu desejo, as regras do meu corpo e o meu prazer. Era um medo estranho de considerar uma realidade a qual minhas vontades eram postas em primeiro plano. Para onde a relação se caminharia caso eu emitisse um sinal de ambição à equidade do gozo? Tolice de minha parte um dia me considerar menor ou banal num relacionamento.

_ Porra, você parece que nem está curtido.
_ O que aconteceu com aquele gostoso que gemia alto?
_ Mal entrou e você quer que eu tire. Se fuder, mano, vai sentir tudo sim.
_ Você já aguentou coisa maior e está reclamando.
_ Nossa, nem fizemos nada e já quer que vou embora?

O não é uma palavra de imenso poder, acaba com a virilidade do macho mais destemido. “Está curtindo?” Não, meu caro, você nem ao menos lambeu meu cu o suficiente pra ele ter vontade de sentar nesse seu pau. Lambe mais um pouco e depois a gente retoma o assunto. Um minuto é desfeita e não estou pedindo favor. Estou aqui pra você transar comigo e eu transar com você. Duas forças em sincronia.
O maior aprendizado no último ano foi introduzir o “não” durante a relação. Todavia, ele por si só é ineficaz. “Por que não quer?” Tem de esmiuçar os detalhes para ver se o outro entende, pois existe uma carapaça na rejeição. Ela é dura. Oca. Todo chiado na comunicação faz eco, amplifica e isto pode enlouquecer os de base sólida e pouco maleável. A rejeição ou o a contrariedade do desejo não é algo ensinado a todos. Muito menos aos homens, pois, em tese, apenas nela, eles se encontram no topo dos topos de qualquer cadeia. Logo, a negação é um mito longínquo incapaz de atingi-los; porém, o mito é real e quando eles o defrontam, cai por terra a segurança que o falo provém. As reações são diversas e adversas. Já tive de lidar com muita crise de ego partido, palavrões e insinuações violentas por conta do mundo de fantasia que eles vivem. Receio ter uma parcela de culpa em muitos casos, porque alguns me aparecem após encontrar o vídeo com marcação em alguma rede social. Chegam com expectativas pré-concebidas virtualmente e eu, falsamente, as reitero. Pelo menos ali eu ainda não sou verdadeiro comigo – ainda – e mantenho o prestígio daquela atuação. O número de seguidores cresce e diminui quando percebem a pessoa totalmente oposta que me tornei.

Isto costumava me abalar e sentia indiretamente uma rejeição. Eu era um glory hole virtual e incapaz de ser apreciado na integridade. O segredo de todo mundo. A imagem de Gilda era demasiadamente pesada pra carregar a longo prazo. Ela continuava existindo por conta própria. Eu havia perdido o controle do impostor e ele agia pelas minhas costas como um indivíduo vivo. Há quem falasse de mensagens noturnas as quais não fazia ideia de existirem. Encontros que eu havia furado, imagens íntimas trocadas com perfis fantasmas. E se não era eu, quem mais estaria propagando uma imagem esquecida de mim. Eu havia deixado de lado tudo o que não mais apetecia neste meu novo ser, porém, o passado continuará se consolidando por conta própria e enganando a quem quiser acreditar. Gilda, espero um dia ter descanso de suas promessas fictícias.

_ Você tem de avisar aos outros sobre perfis falsos.
_ Poxa, eu achei que era você. Será que tenho uma chance?
_ Sério? Gozei tanto aquele dia, fico só imaginando nós dois.
_ Uma chance só. Você é gostoso demais.
_ Falou que ia sentar até o talo e me deixar fuder na capa.
_ Olha só como eu estou agora.

E lá vem a imagem indesejada enviada por alguém que espera alavancar meu interesse com um pinto não solicitado. Normalmente, é uma péssima estratégia, mas caio em algumas arapucas quando a mala é digna de uma segunda olhada. Não há como ser íntegro nas convicções a todo momento. É um ensinamento importante. Esteja fechado ao que não convém, mas permaneça aberto às venturas inusitadas. Só não gostaria de voltar a apaixonar por um pau tão cedo.

Minha relação com Vini era puramente carnal, seu pau era gostoso demais pra sentar. Ele podia não ser o melhor na cama, muito menos cirúrgico com meu prazer, mas o pau era tão bonito de olhar e de uma textura aveludada que a vontade de o ter dentro de mim extrapolava qualquer empecilho. Caía bem na boca. Macio, bem formado, sem excessos. Geralmente pesquiso seu perfil quando o nosso vídeo reaparece pra ver como anda a produção audiovisual dele. Continua o mesmo, fazendo registros comendo os outros - consentidos, espero -, sempre com o mesmo ângulo, poucas variações. Pego-me imaginando... Seu braço passando pelo meu pescoço, eu de bruços, ele em cima de mim. Seu peso sobre o meu corpo. Ele me dá uma chave no pescoço de leve e mete fundo lentamente. Digo que pode aumentar a velocidade, mas ele prefere assim, de pouquinho em pouquinho. Vai deslizando devagar, tirando e colocando. Controlando o peso e segurando meu pescoço. Viro pra trás querendo um beijo, ele mete sua língua na minha boca e suspira baixinho. Sinto sua respiração ofegante. Seu suor descendo pelo corpo e me molhando todo. Seu pau desliza até mais fácil com tanta lubrificação. O meu está a ponto de bala. Ele mete um dedo junto com o pau, alarga ainda mais meu ânus, acaricia minha próstata e eu quase gozo sem nem me tocar... Então paro a imaginação pois não gostaria de acrescentar fatos irreais que nunca aconteceram. A performance nunca chegou nem perto disso e a única vez que ele passou o braço sobre meu pescoço, senti um calafrio. Ele estava sobre mim e eu podia jurar que se ele quisesse apertar mais forte, poderia me estrangular ali mesmo. Eu estaria indefeso sob ele com pouca mobilidade. Ficava tenso. “Pedro, seu cu está apertado demais, relaxa um pouco.” Diante essa sensação de ameaça era inconcebível relaxar.

Ele não era alguém violento nem insensível nesse quesito. Confiava em certas brincadeiras e fetiches, mas limite era um problema visível. Quando eu não conseguia mascarar a dor em certos casos e o solicitava pra parar, sentia sua audição propositalmente falhar. “Desculpa não foi por querer.” Enchia-me de beijos como se a dor fosse sumir assim, como mágica. Por conta disso, desconfiava de sua preocupação póstuma. Nenhum beijo de príncipe faria eu ressuscitar dos mortos se eu confiasse tal fetiche em suas mãos. Muito menos cheguei a conhecer um necromante especializado em sexo. Inclusive, confiar é uma questão muito pessoal. Ocasionalmente, deparei-me com desconhecidos que me transpareciam mais segurança do que contatos corriqueiros. E eu sabia disso ao perceber a preocupação do outro com o meu prazer. Não proferia sequer uma palavra e a pessoa já entendia. A sintonia fazia total diferença.

Foram esses micros detalhes os responsáveis pela minha emancipação. Enfatizava-me como o objeto alheio e fingia ser feliz desse jeito. Meu corpo era de todos, menos meu. Eu percebia a diferença entre cada relação sexual, porém tendia a crer mais na projeção no aspecto físico do que na química. O culto ao corpo, ao falo, ao desejo de ser desejado a qualquer custo, do desempenho perfeito e da falácia do prazer constante cegavam-me a minha humanidade e mecanizavam meus atos. “Rebolando assim você me deixa louco.” Será? Reflito tanto sobre mim que esqueço de pensar no próximo e no papel do outro sobre a minha própria atuação. Estava tão bom mesmo? Confio nas palavras do outro? É um risco. Do mesmo jeito que eu não pronunciava sobre o que não gostava, decerto o outro poderia fazer o mesmo. Uma enorme bola de neve de repressão.
Dou mais uma olhada no vídeo antes de fechar. Olho nos meus olhos de outrora aquela dor escondida atrás da máscara.

_ Sou eu que todos querem. Sempre será e você sabe muito bem disso.
_ Não me espantaria um dia você voltar aos meus braços, arrependido de suas escolhas.
_ Engana-se você acreditar em suas próprias palavras.
_ Eu conheço quem fui... Suas certezas são reflexos de nossas antigas inseguranças.
_ Ainda sim... Olha quanto gozo produzimos. Momentos que fizeram os outros felizes.
_ Nós demos quase nada e conquistamos muito... muito mais do que sonhou.
_ E valeu a pena?
_ É claro. Estou gravado na mente e na punheta de cada espectador. Diria que valeu demais.
_ E te faz feliz?
_ Faz.
_ Fez, porém, não mais.
_ Despeço de você. Deixo aos outros o que fui pra que tenham bom proveito de mim em suas próprias fantasias.
_ O prazer é deles, somos mero instrumento para o gozo alheio. Aceite.
_ Podemos até ser, mas eles também serão. No que diz respeito a nossa felicidade, ela é nossa e de mais ninguém.
_ Fale por você. Eu não me envolverei nas suas maluquices. Olhe esta nossa cara de quem domina o outro com o olhar.
_ Nunca dominou. Mentimos. Continuamos mentindo pra nós mesmos, porque o prazer nunca foi nosso.
_ Porque é deles, exclusivamente deles. Preciso repetir quantas vezes pra você relembrar sua função?
_ E eu preciso abrir seus olhos quantas vezes pra dizer que o prazer é todo nosso?
_ Pelo jeito não há como trabalharmos juntos. Somos irredutíveis em nossas próprias convicções.
_ Não o aceitarei de volta. Fique sabendo.
_ Não haverá volta. Isto eu o prometo. A partir de hoje, o prazer é meu... todo meu.
_ Boa sorte nesta empreitada. Vai precisar, tolo.
_ Descanse em paz, Gilda.

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