Aprendi no coletivo #6

sobre a época do duas cabeças_

O Aprendi no Coletivo dessa vez é com Neilton dos Reis, que cria notas do que foi a época do Coletivo Duas Cabeças e o que trouxe pra sua vida.

Nota 01: aprendemos que coletivo implica em disposição. Isto é, estarmos às quintas-feiras às 15h na Ágora do Jardim da Reitora da UFJF para compartilhar ideias, fazeres e vidas.
Nota 02: implica, também, em uma abertura da nossa individualidade/subjetividade a esses momentos. Não é uma ação qualquer essa de estar no coletivo, é uma ação que traça modos de vida. Nesse sentido que nos lembro: esteja aberto, disponível, entregue. Coisas boas podem acontecer (e boas na ideia de aumentar nossa vontade de viver).
Nota 03: aprendemos que precisamos acreditar. Acreditar que um novo mundo é possível, que estamos atuando em sua construção, que precisamos umas das outras pra isso. A crença nos mantém firmes em um horizonte que é comum.
Nota 04: é sobre comum, bom... a amizade foi parte fundamental para nós. Não que precisamos ser amigas de trocar figurinhas sobre pegações, hábitos alimentares e crushs (ainda que, sim, podemos); mas amizade no sentido de compartilhamento de uma vida que queremos viver. Quantas vezes não chegamos ao Coletivo sem nada pra falar e acabamos imaginando horizontes possíveis juntas?
Nota 05: aprendemos a imaginar.

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Nota 06: lembra quando, depois de almoçar no Restaurante Universitário, porque era barato e você não tinha bolsa, a gente estava no quarto tentando sobreviver e aí o Matheus ou Juber nos chamava para ir à reunião do Duas Cabeças porque eles acreditavam que era importante eu participar (tanto para o grupo, quanto pra mim)? Então, é sobre isso. Cuidado e amizade.
Nota 07: cotidiano. Aprendemos que envolve uma afirmação cotidiana que estamos juntas naquela intenção. Como quando fomos ao fórum lutar pela Bruna, ou quando fomos à defesa de dissertação da Marina, ou quando emitimos notas de acolhimento ou de repúdio. Dia-a-dia era o que nos interessava.
Nota 08: aprendemos a ouvir um pouco mais o que as pessoas te dizem. Nessa mesma Ágora em que a gente sentava e conversava, bem as pessoas falavam muito, a gente escutava. E esse exercício nos fez entender algumas necessidades, inclusive nossas. Escutemos.

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texto e ilustrações: neilton dos reis, editor.